A campanha de Flávio Bolsonaro avalia limitar os reajustes de aposentadorias à inflação, enquanto a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca ampliar o acesso à Previdência e mudar seu financiamento.
Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (8), que pretende penalizar os aposentados caso vença no segundo turno. Em entrevista coletiva, o senador acusou a campanha do presidente Lula de divulgar notícias falsas sobre suas intenções de governo.
“Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com um reajuste do aposentado. Pelo contrário: a minha avó é professora aposentada do estado. Eu sei a dificuldade que ela tem de fazer compras no final do mês”, afirmou.
A declaração foi feita após reunião com o Podemos, que oficializou apoio ao candidato. “Como é que a gente não pode fazer um governo moderno e enxuto, combatendo cada centavo do dinheiro público que é desperdiçado em contratos superfaturados, com roubo de aposentado e INSS? O Brasil é riquíssimo, não vou fazer economia em cima das pessoas que mais precisam”, completou.
A proposta central do presidente Lula para os aposentados consiste em ampliar o acesso à Previdência e reestruturar a base de financiamento, buscando diversificar as fontes de custeio. A campanha também pretende criar mecanismos de contribuição mais flexíveis para trabalhadores com trajetórias descontínuas ou que alternam diferentes tipos de ocupação.
No caso de Flávio Bolsonaro, a equipe de campanha avalia a possibilidade de limitar os reajustes de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação, sem repassar os aumentos reais do salário mínimo.
Fonte: Metrópoles Brasil
