O Brasil optou por restringir as apostas online, proibindo o funcionamento das plataformas de bets, mas a medida levanta questões ainda não resolvidas sobre publicidade, vício e endividamento.
Enquanto o Congresso avalia se a proibição será transformada em lei, outras nações adotaram estratégias distintas para enfrentar o mesmo desafio.
Na coluna “No Fala, Duquesa!”, da colunista Maria Carolina Gontijo, a chamada Duquesa de Tax, a discussão ganha contornos que ultrapassam o debate interno, apontando para soluções adotadas no exterior.
No Reino Unido, a partir da temporada 2026/27, clubes da Premier League deixaram de exibir marcas de apostas nas frentes das camisas, embora a publicidade ainda seja permitida em outros espaços. Paralelamente, a alíquota de imposto sobre cassinos e jogos online subiu de 21% para 40% desde abril deste ano, e a taxa sobre apostas esportivas online passará de 15% para 25% a partir de abril de 2027.
Na Holanda, a proibição de patrocínio por empresas de apostas online a clubes, atletas ou competições entrou em vigor em julho de 2025, e a tributação dos jogos de azar atingiu 37,8% em 2026.
A Alemanha impôs um teto legal de € 1 mil mensais para depósitos em jogos online, enquanto a França separou as modalidades, permitindo apostas esportivas, corridas de cavalo e poker, mas mantendo o cassino online proibido. A Austrália, por sua vez, mantém restrições rigorosas a determinados jogos e implementou um sistema nacional de autoexclusão.
Essas experiências mostram que a exposição das bets ao futebol, sobretudo entre crianças e adolescentes, demanda respostas diferentes das necessárias para combater vício e endividamento, assim como a tributação e fiscalização exigem abordagens específicas. A Duquesa de Tax comenta semanalmente esses temas em seus vídeos e podcasts, disponíveis às 9h30 nas quintas‑feiras e às 9h30 nas segundas‑feiras para assinantes do Estadão.
Fonte: Estadão Economia
