Produtor de café é excluído de grupo de cooperativa após declarar apoio a Mailza

A retirada de um conhecido produtor de café de Mâncio Lima de um grupo de WhatsApp da Coopercafé virou motivo de denúncia e entrou no debate político em meio à campanha eleitoral no Acre. Segundo familiares, o produtor conhecido como Caboco teria sido excluído do espaço após manifestar apoio às candidaturas de Mailza e Jéssica Sales.

A denúncia foi feita por Ketila, filha do cafeicultor. Ela afirma que o pai foi exposto no grupo dos cooperados por causa de sua escolha política e acusa a direção da entidade de usar o espaço da cooperativa para favorecer a candidatura de Alan Rick.

De acordo com Ketila, a situação começou quando Caboco enviou um áudio em um grupo de WhatsApp ligado ao deputado federal Zezinho Barbary. A mensagem, segundo a filha, não fazia referência à Coopercafé nem ao presidente da entidade, Jonas.

Mesmo assim, o presidente teria encaminhado o áudio ao grupo dos cooperados, onde Caboco passou a ser alvo de comentários, foi chamado de “traidor” e acabou sendo retirado do grupo. “Meu pai enviou um áudio em um grupo do Zezinho Barbary. Em nenhum momento o áudio citava sequer Jonas, a cooperativa ou algo do tipo, mas o senhor presidente achou de boa índole encaminhar no grupo dos cooperados, para assim meu pai receber comentários como traidor e outros”, denunciou Ketila.

Ela também criticou a interferência política dentro de uma entidade que, segundo ela, deveria atuar em defesa dos produtores rurais.

“A cooperativa foi criada justamente para atender os pequenos produtores, não para vias políticas. No entanto, está sendo totalmente ao contrário”, afirmou.

A família relata que a situação não se limitou ao áudio. Uma fotografia publicada por Caboco em seu status pessoal teria sido capturada por um assessor e depois compartilhada no grupo da cooperativa, reforçando a pressão sobre o produtor. “Na minha opinião, as pessoas são livres e votam e apoiam quem quiser, e ninguém tem o direito de diminuir o outro por isso”, declarou.

Após a exclusão, a filha questionou a postura da entidade: “Isso é uma cooperativa ou uma ditadura?”.

A família sustenta que a Coopercafé, que reúne cerca de 220 famílias, não deveria ser utilizada como espaço de pressão ou direcionamento eleitoral. Na avaliação dos familiares, a entidade estaria sendo instrumentalizada em benefício da candidatura de Alan Rick.

Fonte: ContilNet

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