Um trabalhador foi resgatado de uma fazenda de gado na zona rural de Rio Branco após fiscais identificarem condições degradantes de trabalho. O caso foi constatado durante a Operação Resgate, realizada em agosto, e divulgado na quinta-feira (10).
Segundo a Auditoria‑Fiscal do Trabalho, o homem atuava na propriedade desde junho de 2025 sem registro legal e acumulava vários meses de salários atrasados.
Durante a fiscalização, as equipes encontraram o trabalhador vivendo em um casebre de madeira que servia simultaneamente de quarto, cozinha e depósito de ferramentas. O espaço não possuía vedação adequada, permitindo a entrada de chuva e de morcegos.
No mesmo ambiente foram localizados sacos de adubo, sal mineral, agrotóxicos e um botijão de gás, além de embalagens de produtos químicos com rótulos ilegíveis ou danificados.
A inspeção constatou que o trabalhador aplicava agrotóxicos sem treinamento e sem equipamentos de proteção individual, usando apenas as próprias roupas. Para beber, cozinhar e tomar banho, ele utilizava água retirada de uma cacimba improvisada, sem tampa e exposta ao ambiente.
