No Acre, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais diminuiu em 2025, passando de 9,4% para 8,9%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O recuo representa queda de meio ponto percentual no estado.
Mesmo com a redução, o índice acreano ainda supera a média nacional. Em 2025, a taxa de analfabetismo no Brasil ficou em 4,9%, o menor patamar da série histórica.
Os números ganham relevância no cenário da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade voltada a quem não concluiu a educação básica na idade regular.
Em 2025, o Acre contava com 341 escolas – públicas e privadas – que ofereciam a EJA. Destas, 334 eram da rede pública, representando quase 98% das unidades que disponibilizavam a modalidade.
O total de matrículas na EJA no estado chegou a 21 041, dos quais 20 535 estavam na rede pública, o que corresponde a 97,6% do total.
Na Região Norte, o Acre ficou em terceiro lugar em número de matrículas na EJA, atrás apenas do Pará (131 380) e do Amazonas (56 831). Rondônia registrou 13 038, Amapá 15 924, Tocantins dez 433 e Roraima seis 367 matrículas.
Em toda a Região Norte, quatro 487 escolas atendiam estudantes da EJA, sendo quatro 337 públicas. As matrículas somavam 255 014, das quais 233 101 estavam na rede pública.
A diminuição do analfabetismo ocorre em meio às ações do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com estados e municípios. Entre as iniciativas está o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), criado pela Portaria nº 275/2026, que conecta interessados em retomar os estudos às redes responsáveis pelas vagas.
Em âmbito nacional, 29 696 escolas – públicas e privadas – registraram matrículas na EJA em 2025, totalizando 2,25 milhões de estudantes, dos quais aproximadamente 2,08 milhões estavam na rede pública.
