Trabalhadores do Acre e de Rondônia foram citados em 13 processos que investigam denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Os casos integram um levantamento nacional elaborado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), com informações coletadas entre maio de 2023 e dezembro de 2025.
Os dois estados fazem parte da 14ª Região da Justiça do Trabalho, que aparece no estudo com registros de trabalhadores que alegam ter sido pressionados por questões políticas dentro do emprego. Em âmbito nacional, o levantamento contabilizou 694 processos distribuídos entre os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).
O assédio eleitoral ocorre quando o empregado é pressionado, ameaçado ou constrangido no trabalho em razão de sua escolha política. Também é caracterizado como assédio a promessa de vantagem em troca de apoio a determinado candidato.
Na prática, a pressão pode se manifestar de forma direta, como ameaça de demissão, ou de maneira mais sutil, como a exigência de participação em eventos políticos, a divulgação de mensagens de campanha ou a demonstração pública de apoio a um candidato.
Outra forma apontada no levantamento envolve o uso de redes sociais: empresas ou superiores podem monitorar as publicações dos funcionários para identificar suas preferências políticas e, a partir daí, exercer algum tipo de coerção.
