O que se sabe até o momento sobre o assassinato da jovem Maria Ramona

A jovem Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta dentro do banheiro do apartamento onde morava, na Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco, na quarta-feira (2).

O caso está sendo investigado como feminicídio e o principal suspeito é o ex‑namorado da vítima, o argentino Daniel Nestor Gusman, que se encontra foragido. Gusman já responde por outro feminicídio cometido há oito anos em Boa Vista, Roraima.

O corpo apresentava um corte profundo no pescoço e foi localizado no banheiro do imóvel. Na cena, a polícia encontrou sacos plásticos contendo pedaços de colchão manchados de sangue, indicando que a vítima pode ter sido morta na cama e que o agressor tentou retirar o colchão.

A Polícia Militar (PM‑AC) foi acionada pelo 190 após vizinhos relatarem forte odor proveniente do apartamento. Ao chegar, os policiais constataram o portão aberto e adentraram o local, onde coletaram as evidências encontradas.

Devido ao avançado estado de decomposição, a jovem não teve velório e foi enterrada na manhã de quinta-feira (3).

Segundo a Polícia Civil, Gusman rompeu a tornozeleira eletrônica no dia do crime e está foragido. A investigação aponta que o homicídio ocorreu entre o domingo (30) e a segunda‑feira (31), possivelmente motivado por ciúmes.

Daniel Gusman já havia sido condenado em 2022 pelo Tribunal do Júri de Roraima a 24 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio, aborto e ocultação de cadáver, relacionados ao assassinato da esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, grávida de seis meses, em julho de 2018.

A polícia informou, nesta sexta‑feira (4), que as equipes continuam em diligências para localizar o suspeito. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para prosseguimento das investigações.

Uma amiga próxima de Ramona, que preferiu não ter o nome divulgado, descreveu a vítima como “uma menina muito sorridente, muito esforçada, super dedicada e muito trabalhadora”. Aos 18 anos, a jovem concluía o ensino médio, já havia trabalhado como babá, em loja de roupas e supermercado, e, na época, exercia função em um restaurante, morando próximo às irmãs, que eram muito presentes em sua vida.

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