Vereadores pedem suspensão de concurso após retirada de vaga de taquígrafo

A retirada de uma vaga para o cargo de taquígrafo do edital do concurso público da Câmara Municipal gerou críticas entre servidores da Casa e provocou a reação de vereadores durante a sessão plenária desta quinta‑feira (3). Ao menos dois parlamentares defenderam a suspensão do certame até que a controvérsia seja esclarecida.

O vereador Fábio Araújo (MDB) usou a tribuna para lembrar a atuação de servidores da Casa que, na legislatura passada, representaram o setor de taquigrafia junto ao governo federal. Segundo ele, a Câmara enfrenta hoje déficit de pessoal não apenas nessa área, mas também em outros setores — inclusive o de segurança, tema levantado na semana anterior por outra vereadora sem que, até o momento, houvesse resposta da Casa. “Por aí já se começa a desenhar o tamanho do problema administrativo que temos aqui”, afirmou.

Araújo questionou a condução do processo pela Mesa Diretora, alegando estranhar que o presidente afirme desconhecer os rumos de um concurso conduzido por comissão nomeada por ele próprio. O parlamentar declarou apoio ao setor de tecnologia e a outras categorias que, segundo ele, sofrem historicamente com a falta de suporte técnico na Casa, e defendeu que o concurso “precisa ser de fato suspenso, reestudado e reorganizado conforme a demanda” do Legislativo.

Ao final do discurso, o vereador anunciou a apresentação de um requerimento pedindo a suspensão do concurso até que o presidente convoque o plenário para discutir o edital. O texto já reunia nove assinaturas e deve alcançar o número necessário para votação na próxima terça‑feira. Araújo ressaltou que dois integrantes da própria Mesa Diretora afirmaram não ter conhecimento dos detalhes do processo e defendeu a soberania do plenário sobre a decisão final.

O vereador Bruno Moraes (PP) declarou apoio ao requerimento e reforçou as críticas à condução do concurso. Para ele, colegas como Leôncio e o próprio Moraes já haviam deixado claro que o plenário não participou da discussão que definiu os termos do edital. “Casa é essa que é do povo, e nós representamos o povo — quanto mais distante desse concurso, melhor”, afirmou, acrescentando que não compreendeu plenamente uma fala anterior do vereador Felipe sobre o tema.

Moraes assinou o requerimento apresentado por Fábio Araújo e defendeu que o concurso seja suspenso até que as falhas apontadas sejam corrigidas ou que todo o processo seja revisto. Ele citou informações trazidas por Edilene, Marília e Larissa sobre a necessidade real do setor de taquigrafia, ponderando que outros setores contemplados no edital talvez não tenham a mesma urgência. “Não sou contra concurso, nem contra este concurso. Mas esse, especificamente, já começou errado”, concluiu.

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