Deficit de estatais federais chega a R$ 8,3 bi em 2026, segundo o Banco Central

As estatais federais acumulam deficit de R$ 8,277 bilhões de janeiro a julho de 2026, o maior para o período da série histórica, iniciada em 2002.

Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda‑feira (31).

O resultado indica que o desempenho negativo das empresas públicas federais se aprofundou em julho, após um deficit de R$ 7,8 bilhões registrado no primeiro semestre.

A principal causa foi o prejuízo de R$ 5,55 bilhões dos Correios no primeiro semestre.

Considerando o conjunto das estatais – federais, estaduais e municipais – o déficit acumulado em 2026 chegou a R$ 9,6 bilhões até julho.

Em apenas um mês, as estatais registraram deficit de R$ 1,1 bilhão. Ao mesmo tempo, o Governo Central apresentou superavit de R$ 11 bilhões, enquanto os governos regionais tiveram deficit de R$ 8,5 bilhões.

Com esses resultados, o setor público consolidado registrou superavit primário de R$ 1,4 bilhão no mês, revertendo o deficit de R$ 66,6 bilhões registrado em julho de 2025.

O déficit das estatais federais manteve a tendência negativa observada no primeiro semestre, que já era recorde para a série histórica. O saldo de julho acrescentou cerca de R$ 500 milhões ao déficit acumulado.

Em 12 meses até julho, o setor público consolidado acumulou deficit primário de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB, e a dívida bruta do Governo Geral atingiu R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB.

Fonte: Poder Economia

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