O Acre enfrentará nos próximos meses chuvas abaixo da média histórica e temperaturas acima do normal, de acordo com o Relatório Hidrometeorológico nº 150, divulgado nesta terça‑feira (25) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A previsão para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2026 coloca o estado entre os da Amazônia Legal que deverão registrar precipitações inferiores à média, ao passo que o calor será superior aos padrões históricos em toda a região amazônica.
O estudo considera, entre outros fatores, as condições observadas no Oceano Pacífico. Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), reproduzidos pela Sema, apontam intensificação e expansão das anomalias positivas da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial.
Segundo o boletim, o aquecimento das águas na região central e leste do Pacífico se intensificou na primeira quinzena de julho, formando um núcleo quente mais contínuo ao longo da faixa equatorial, o que evidencia a consolidação do El Niño e o fortalecimento da interação oceano‑atmosfera.
A expectativa de menor volume de chuva já aparece na previsão para os dias 25 a 31 de agosto, com acumulados entre um mm e 20 mm no Acre. O prognóstico indica anomalia negativa de precipitação em quase todo o território, destacando a faixa entre Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus. Apenas Epitaciolândia apresenta indicativo de chuvas acima da média.
O monitoramento realizado nesta terça‑feira registrou oscilações nos níveis dos rios. Na Bacia do Rio Acre, a maioria das plataformas apontou redução, enquanto Rio Branco, Espalha, Porto Acre e Plácido de Castro registraram elevação nas leituras das seis h. Na capital, o Rio Acre subiu de 2,23 m (24) para 2,38 m.
Nas demais bacias, o comportamento também foi pontual. Na Bacia do Purus, a maior parte das medições mostrou elevação, exceto em Manoel Urbano, onde o nível diminuiu. Na Bacia dos rios Tarauacá e Envira, Tarauacá teve leve queda de 3,59 m para 3,58 m. Já na Bacia do Juruá, o nível em Cruzeiro do Sul recuou de 4,28 m para 4,26 m, enquanto a Ponte do Liberdade registrou aumento de 1,38 m para 1,43 m.
O maior volume de chuva nas últimas 24 horas foi registrado em Porto Walter, no Vale do Juruá, onde a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) contabilizou 17,6 mm.
