A categoria dos bancários do Acre paralisa atividades por 24 horas na quinta-feira (20), em razão de uma greve nacional convocada pela categoria, que afeta instituições públicas e privadas, inclusive agências no interior do estado. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Acre (Seeb-AC) na segunda-feira (17), depois que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou proposta de índice de reajuste na última rodada de negociação.

Entre as principais reivindicações estão o reajuste real de 5% acima da inflação, a manutenção dos planos de saúde, do piso salarial nacional, da cesta básica e a valorização dos pisos de ingresso e das funções gratificadas. O sindicato também defende a manutenção da mesa única de negociação entre bancários e bancos, rejeitando alterações que reduzam direitos já previstos no acordo coletivo, que expira em 31 de agosto.

Um ponto crítico é a proposta de regionalização da cesta básica, que poderia variar o benefício conforme a região. Os bancários também se opõem a mudanças no custeio dos planos de saúde que aumentem a participação financeira dos trabalhadores e à divisão das negociações entre bancos públicos e privados.

A paralisação foi também convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que acrescenta à pauta a valorização dos pisos, dos vales‑refeição e alimentação, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso salarial para trabalhadores de tecnologia da informação.

Segundo a Contraf-CUT, os bancos ainda não apresentaram proposta de índice de reajuste, e uma nova rodada de negociação está prevista para a próxima segunda-feira (24). A entidade destaca que os bancos registraram lucro de R$ 171 bilhões em 2025, com patrimônio líquido do setor atingindo R$ 1,2 trilhão, e aponta lucro anual de R$ 438 mil por empregado. No Acre, o Seeb-AC informou que a paralisação desta quinta‑feira tem duração de 24 horas e alertou que, caso não haja avanço nas negociações, a categoria poderá ampliar o movimento, com possibilidade de greve por tempo indeterminado na próxima semana.

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