O sonho de cursar Medicina começa muito antes da primeira aula. Para muitas famílias, o maior desafio é encontrar uma forma de viabilizar financeiramente uma graduação de seis anos. Com diferentes modalidades de crédito estudantil disponíveis no mercado, especialistas orientam que planejamento e informação são fundamentais para tomar a melhor decisão.
No Acre, a Afya Cruzeiro do Sul acompanha sua primeira turma de Medicina na reta final da graduação, já em fase de internato, consolidando um projeto de formação médica voltado às necessidades da região Norte. Com uma matriz curricular baseada em metodologias ativas, inserção dos estudantes nos cenários de prática desde os primeiros períodos, atividades em hospitais, unidades básicas de saúde e laboratórios de simulação, a instituição busca formar profissionais preparados para atuar com competência técnica, visão humanizada e compromisso com a saúde da população do Vale do Juruá.
Assim como a escolha da instituição de ensino, o planejamento financeiro também faz parte dessa trajetória. Em uma graduação com duração de seis anos, definir antecipadamente a melhor forma de custear os estudos pode trazer mais segurança para o estudante e sua família ao longo de toda a formação.
Para quem não tem acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ou busca outras possibilidades para custear a graduação, existem alternativas privadas com diferentes formatos, prazos de pagamento e critérios de contratação. As opções vão desde o parcelamento de algumas mensalidades ou do semestre até linhas capazes de financiar toda a graduação, com prazos mais longos para quitação.
Segundo Kátia Pinto, diretora Comercial da Afya, grupo com 32 faculdades de Medicina no país, o primeiro passo é entender que a escolha de um financiamento precisa fazer parte de um planejamento de longo prazo.
“Medicina é uma formação longa e, por isso, a decisão sobre como financiar o curso precisa considerar não apenas a parcela que cabe no orçamento hoje, mas todo o período da graduação e o tempo previsto para a quitação da dívida. É importante conhecer as condições de cada modalidade, comparar cenários e envolver a família nessa decisão”, afirma.
A especialista reúne cinco orientações para quem está se preparando para cursar Medicina e avalia alternativas de financiamento.
1. Conheça todas as modalidades disponíveis
Atualmente, instituições financeiras, cooperativas de crédito e empresas especializadas oferecem modelos voltados ao ensino superior, inclusive para cursos de Medicina.
Na Afya Cruzeiro do Sul, há opções que permitem financiar todo o curso, com prazos de pagamento que podem chegar a 20 anos, como CashMe ou Alume, e alternativas como o Emcash e Pravaler – este último com financiamento em até 12 anos com contratação 100% digital e possibilidade de composição de renda entre o estudante e até dois fiadores. Cooperativas de crédito também oferecem alternativas específicas e com taxas menores de juros, como o Faça Acontecer, do Sicoob. Já o Bradesco é uma alternativa regionalizada para quem desejar contratar financiamento em até 12 anos diretamente na agência.
“Além dessas opções, a Afya também oferece o seu Financiamento Próprio, no qual o estudante paga apenas 60% da mensalidade durante todo o curso, e os 40% restantes podem ser quitados após a conclusão da graduação, em até dois anos. É uma alternativa exclusiva que proporciona mais flexibilidade financeira e facilita o acesso ao ensino superior”, explica Simone Rigo, diretora da Afya Cruzeiro do Sul.
2. Compare o custo total e não apenas o valor da parcela
Uma parcela menor pode parecer mais confortável no curto prazo, mas não deve ser o único critério de decisão. É fundamental observar a taxa de juros, o prazo total do contrato, a forma de reajuste, eventuais tarifas e o valor final que será pago.
“Antes de contratar, o estudante deve simular diferentes cenários e entender quanto aquele financiamento representará no orçamento familiar ao longo dos anos. Prazo, juros e condições de pagamento precisam ser analisados em conjunto”, orienta Kátia.
As condições variam de acordo com a modalidade escolhida: há opções com prazos mais curtos, renovadas a cada semestre, e alternativas que permitem financiar períodos maiores da graduação, com pagamento distribuído ao longo de vários anos. Por isso, é importante comparar não apenas o valor das parcelas, mas também as taxas de juros, o prazo de quitação e o custo total do financiamento.
3. Entenda quais garantias são exigidas
As exigências para contratação variam entre as modalidades. Algumas linhas pedem um ou mais fiadores e estabelecem critérios de renda mínima. Em outras, o financiamento pode ser contratado com garantia de imóvel, o que tende a permitir prazos mais longos de pagamento e condições diferentes de crédito.
O Pravaler, por exemplo, considera a composição de até dois fiadores e o aluno também pode utilizar a própria renda para compor a proposta, somando-a à renda do(s) garantidor(es), sem solicitar imóvel como garantia. Já o Faça Acontecer, do Sicoob, não exige renda do estudante para análise de crédito nem imóvel como garantia, mas requer avalista. A CashMe trabalha com crédito com garantia de imóvel e prazo de pagamento que pode chegar a 240 meses. A Alume, por sua vez, possui modalidades com e sem imóvel em garantia.
Antes de iniciar uma proposta, vale reunir a família para entender quem poderá participar da contratação, seja na composição de renda, como fiador ou por meio da oferta de uma garantia.
4. Avalie se é necessário financiar todo o curso
Nem todo estudante precisa contratar um financiamento para os seis anos de graduação. Dependendo da situação financeira da família, pode fazer sentido financiar parte das mensalidades, um semestre específico ou contratar o crédito em determinado momento da formação.
Há modalidades que permitem financiar até 100% do semestre e distribuir o pagamento ao longo de 12 meses, com possibilidade de renovação a cada período. Outras opções podem ser contratadas durante o semestre em curso.
“A organização financeira precisa acompanhar a realidade de cada família. O estudante deve avaliar se precisa financiar todo o curso ou apenas parte dele. Essa análise pode evitar a contratação de um crédito maior do que o necessário”, explica Kátia.
5. Faça simulações antes de tomar a decisão
Antes de assinar um contrato, a orientação é colocar as possibilidades no papel. Simular diferentes valores de entrada, percentuais de financiamento e prazos de pagamento ajuda a visualizar o impacto da decisão ao longo dos anos.
Também é importante considerar outros custos envolvidos na formação, como moradia, alimentação, transporte, materiais acadêmicos e equipamentos. Em alguns casos, o estudante precisará mudar de cidade, o que deve entrar no planejamento financeiro desde o início.
“Além das modalidades de financiamento, algumas iniciativas ajudam a reduzir os custos no início da graduação. Na Afya Cruzeiro do Sul, por exemplo, os estudantes contam com moradia gratuita durante o primeiro período por meio do Projeto Dorme, facilitando a adaptação de quem precisa mudar de cidade.”, explica Simone.
Mais oportunidades
Quem deseja ingressar no curso de Medicina da Afya Cruzeiro do Sul já pode participar do processo seletivo. A instituição está com inscrições abertas por diferentes modalidades de ingresso, incluindo vestibular próprio, nota do Enem, transferência externa e ingresso para portadores de diploma. Mais informações sobre o edital, formas de ingresso e inscrições estão disponíveis no link.
