O Discord declarou que há indícios de que os grupos que incitaram a adolescente de 13 anos, que acabou cometendo suicídio, teriam se organizado previamente no Tik Tok e no Telegram.
A afirmação foi feita em resposta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, documento que também revelou falhas no sistema automatizado de alertas de risco da plataforma.
Em nota, o Tik Tok afirmou não ter identificado “indícios de articulação do incidente ou de redirecionamento em nossa plataforma” e se colocou à disposição das investigações.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão do recurso de transmissão ao vivo do Discord até que a empresa implemente medidas de segurança para crianças e adolescentes. As lives ficarão fora do ar a partir da próxima semana.
No relatório de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras, o Discord apontou que “as evidências disponíveis também indicam possível coordenação prévia ou paralela em outros serviços digitais, incluindo Telegram e Tik Tok, antes do ingresso no servidor investigado”.
A plataforma ressaltou a importância de reconstruir a cronologia dos fatos e explicou que a informação não visa deslocar responsabilidades, mas delimitar tecnicamente os dados que seus sistemas poderiam processar antes da entrada dos usuários no servidor.
O Discord admitiu que seu sistema automático de alertas falhou ao classificar a transmissão ao vivo com pontuação de risco de apenas 1/8 da nota necessária para acionar as travas da rede, impedindo a identificação precoce do perigo.
Sem comentar o documento, a empresa afirmou que não chegou a transmitir o suicídio porque o servidor foi derrubado após alerta da polícia, embora reconheça que a morte foi veiculada em outras plataformas.
Fonte: Estadão Brasil
