Os programas de subvenção aos combustíveis, criados pelo governo federal para conter a alta dos preços provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, já consumiram R$ 7,03 bilhões.
O balanço foi divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na segunda‑feira (3) e considera os pagamentos realizados até o fim de julho.
Desse total, quase R$ 7 bilhões foram destinados ao óleo diesel, enquanto o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado no gás de cozinha, recebeu R$ 43 milhões em subsídios.
Os programas são financiados principalmente pelo imposto de exportação sobre o petróleo, instituído em 12 de março para ampliar a arrecadação durante a crise energética.
O governo havia anunciado redução gradual dos subsídios, retirando R$ 0,32 por litro do benefício concedido ao diesel, valor equivalente aos tributos federais sobre o combustível, mas, com a intensificação do conflito no fim de julho, voltou a manter o programa.
Atualmente, os subsídios vigentes são de R$ 1,12 por litro de diesel, R$ 850 por tonelada de GLP – o equivalente a R$ 11,05 por botijão de 13 kg – e R$ 0,44 por litro de gasolina. A ANP não divulgou o total desembolsado para a gasolina.
A medida provisória que criou o programa previa a possibilidade de alteração ou encerramento do benefício ao diesel no início de agosto, desde que o governo avisasse os beneficiários com pelo menos 15 dias de antecedência. O Ministério da Fazenda informou que pretende prorrogar a política, embora ainda avalie ajustes nos valores.
A Petrobras, principal fornecedora de combustíveis do país, é a maior beneficiária da política de subsídios. Em 22 de julho, a estatal informou ter recebido R$ 6,2 bilhões por meio do programa.
Mesmo com a queda das cotações internacionais do petróleo na segunda‑feira (3), os preços internos permanecem abaixo da paridade de importação. Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o diesel era vendido, em média, a R$ 1,86 por litro abaixo do preço internacional, diferença que chegava a R$ 2,26 por litro nas refinarias da Petrobras.
Fonte: Poder Economia
