O Acre registrou 2.664 casos de estelionato eletrônico em 2025, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A taxa estadual foi de 280,6 ocorrências por 100 mil habitantes, colocando o estado em uma posição intermediária no ranking nacional.
Apesar de não estar entre as unidades da federação com as maiores taxas, o número de registros mostra o avanço dos golpes praticados por meios digitais, como celulares, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas.
Em todo o país, foram contabilizados mais de 2,2 milhões de casos de estelionato eletrônico no mesmo período, o equivalente a aproximadamente 258 ocorrências por hora. O crescimento desse tipo de crime ocorre enquanto outros delitos patrimoniais tradicionais apresentam redução, como roubos de veículos, residências, cargas e contra pessoas.
Segundo o levantamento, a expansão dos golpes virtuais está relacionada ao uso de ferramentas digitais pelos criminosos, que conseguem atuar com identidades falsas e dificultar a identificação pelas autoridades.
Do total de mais de 2,2 milhões de registros no Brasil, cerca de 63 mil resultaram em ações penais. Até o fim de 2025, menos de cinco mil pessoas estavam privadas de liberdade por esse tipo de crime, conforme os dados do CLP.
No ranking nacional pela taxa de ocorrências, Santa Catarina aparece na liderança, com 917,3 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal, com 856,2. O Amazonas teve a menor taxa registrada, com 29,2 ocorrências por 100 mil habitantes. São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará não divulgaram dados específicos sobre estelionato eletrônico, o que limita a comparação entre os estados.
O levantamento reforça o alerta das autoridades sobre a necessidade de atenção em operações realizadas pela internet. No Acre, os 2.664 registros de 2025 mostram que os golpes digitais já fazem parte do cenário da segurança pública estadual.
