Comércio formal ocupou 10,6 milhões de pessoas em 2024, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (29) os resultados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2024, revelando que o comércio formal manteve 10,6 milhões de ocupados distribuídos em 1,6 milhão de empresas.

O varejo concentrou a maior parte dos trabalhadores, com 7,6 milhões de pessoas empregadas, seguido pelo comércio por atacado, que contou com 2,0 milhões de ocupados, e pelo segmento de veículos automotores e motocicletas, que registrou 950,7 mil trabalhadores.

As três atividades com maior número de empregados foram: hipermercados e supermercados (1,6 milhão), comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil) e comércio de material de construção (858,5 mil).

Em termos de remuneração, o conjunto de trabalhadores do comércio recebeu R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, o que corresponde a uma média de 1,9 salário mínimo por trabalhador.

O comércio por atacado liderou o ranking de salários médios, com remuneração equivalente a 2,8 salários mínimos, seguido pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (2,1 salários mínimos) e pelo varejo (1,6 salários mínimos).

Os salários médios mais elevados foram pagos no atacado de equipamentos e produtos de tecnologia da informação e comunicação (5,8 salários mínimos), no atacado de combustíveis e lubrificantes (4,7 salários mínimos) e no atacado de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos, médicos, ortopédicos, odontológicos e veterinários (4,6 salários mínimos).

As empresas comerciais estavam distribuídas em 1,8 milhão de unidades locais, gerando uma receita operacional líquida total de R$ 7,7 trilhões.

Desse total, o comércio por atacado respondeu por R$ 3,8 trilhões (48,7% da receita), o varejo por R$ 3,2 trilhões (41,4%) e o segmento de veículos, peças e motocicletas por R$ 761,3 bilhões (9,9%).

Entre os 37 agrupamentos do setor, hipermercados e supermercados foram os que mais se destacaram, representando 12,0% da receita operacional líquida, seguidos pelo atacado de combustíveis e lubrificantes, que contribuiu com 11,5% do faturamento do comércio.

Fonte: Poder Economia

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