O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), declarou neste domingo (26) que o país necessita de um candidato que “não seja um kinder ovo com surpresinhas todo dia”. Ele ressaltou que nunca se envolveu em esquemas como rachadinha, mensalão, petrolão, escândalo do Master ou assalto a aposentados.
Caiado destacou sua aprovação como governador e afirmou que a “marca” da sua candidatura é “comigo bandido não se cria” e “comigo PT não se cria”. Em tom crítico, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de querer provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para desviar a atenção de esclarecimentos que deveria prestar à população.
“O Brasil não aguenta mais quatro anos de uma situação que traz prejuízos enormes e uma agressão que se renova a cada dia”, disse o candidato, acrescentando que a atual gestão “engana a população com um verdadeiro falso positivo”. Segundo ele, não há melhorias na segurança, educação, projetos de inteligência artificial, programas sociais ou habitacionais.
Voltando o discurso para a segurança das mulheres, Caiado prometeu tratá‑la com “mão pesada”. “Qual a ação concreta de apoio à mulher neste momento? Onde se consegue diminuir os crimes? Pelo contrário, o feminicídio aumenta”, afirmou.
O pré‑candidato agradeceu o apoio dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que compareceram ao evento em São Paulo. Ambos foram cogitados para a pré‑candidatura, mas o presidente da legenda, Gilberto Kassab, optou por Caiado após a desistência de Ratinho Júnior.
Em coletiva, Caiado elogiou Kassab, chamando‑o de “o maior articulador da boa política no País”. Ele também criticou o Partido Liberal (PL) e a candidatura de Flávio Bolsonaro, classificando as falas no evento como “baixaria” e sem propostas de projetos para o país.
Por fim, o candidato informou que tem trabalhado para que o PSD apoie a pré‑candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará e destacou o apoio de ACM Neto na Bahia. Caiado apontou que a Bahia e outros estados do Nordeste sofrem com cidades violentas, “escravizadas” por facções criminosas.
Fonte: Terra Brasil
