O Tribunal do Júri de Piratini condenou o réu a 91 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado, determinando a execução imediata da pena e a manutenção da prisão.
Os crimes — estupro de vulnerável, dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado — foram cometidos em março de 2023, no interior de um município do Rio Grande do Sul. Segundo a denúncia, o acusado aproveitou-se da deficiência intelectual de uma mulher de 36 anos, de quem cuidava durante a ausência dos pais, para praticar o abuso sexual.
Após o estupro ser descoberto, o homem matou a tiros o pai e a mãe da vítima enquanto dormiam, com o objetivo de impedir que o crime fosse revelado. Em seguida, tentou matar o irmão da mulher, então com 11 anos. A criança escapou, foi socorrida e sobreviveu ao ataque.
Justiça ressaltou que os homicídios foram empregados como recurso para assegurar a impunidade do estupro. A pena foi fixada em 19 anos e seis meses pelo estupro, 27 anos para cada homicídio e 18 anos pela tentativa, totalizando 91 anos e seis meses, além de R$ 500 mil por danos morais às vítimas e familiares.
A promotora de Justiça Amanda Jessyca de Souza Alves, que atuou no julgamento, afirmou que a condenação reflete o compromisso do Ministério Público com a responsabilização dos autores e a defesa das vítimas.
Fonte: Terra Brasil
