O portal da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) do Acre foi alvo de um ataque cibernético nesta quarta-feira (22). Durante parte do dia, a página oficial do órgão deixou de exibir os serviços e informações institucionais, passando a mostrar uma mensagem atribuída ao grupo BL33DR00T.
No conteúdo inserido pelos invasores, havia críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referências ao Partido dos Trabalhadores e uma série de alegações sem comprovação. O texto também afirmava que o grupo teria acesso a informações supostamente ocultadas por instituições públicas e veículos de comunicação.
A mensagem ainda fazia menção às próximas eleições e levantava, sem apresentar qualquer evidência, a possibilidade de adulteração de sistemas. Ao final, os responsáveis pela invasão pediam que a imprensa divulgasse o episódio e incluíam um link para o site oficial do PT.
Até o momento, não há confirmação de que dados armazenados nos sistemas da Semulher tenham sido acessados ou copiados. Também não foi informado se o ataque comprometeu apenas a aparência do portal ou atingiu outras estruturas da plataforma.
O Governo do Acre ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem. Também não foram divulgadas informações sobre o momento em que a invasão foi identificada, as medidas adotadas para restabelecer o funcionamento do site ou a atuação de equipes especializadas na apuração do incidente.
A única identificação deixada pelos autores foi o nome BL33DR00T. No entanto, essa referência, por si só, não permite confirmar a origem da invasão nem a identidade dos responsáveis, circunstâncias que deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
Especialistas classificam esse tipo de ação como defacement, modalidade de ataque em que a aparência de um site é alterada para exibir mensagens escolhidas pelos invasores. Embora isso indique que houve acesso ao ambiente de hospedagem ou ao sistema de gerenciamento da página, não significa, necessariamente, que bancos de dados tenham sido comprometidos ou que tenha ocorrido vazamento de informações.
O episódio ocorre em meio ao aumento de ataques contra páginas de órgãos públicos no Brasil, frequentemente utilizados por grupos hackers para divulgar manifestações políticas, reivindicar invasões ou obter repercussão para suas ações.
