Menina internada com suspeita de ingerir soda cáustica deixa isolamento

A menina de 11 anos internada em Rio Branco após suspeita de ingestão de soda cáustica apresenta evolução favorável e pode receber alta médica nos próximos dias. Depois de deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cumprir isolamento, a criança está agora na enfermaria do Hospital da Criança, onde segue em recuperação.

Segundo a mãe, a filha já consegue se alimentar e ingerir líquidos normalmente, sem dores. A família espera que a menina faça uma endoscopia nos próximos dias e, caso o exame seja positivo, receba alta ainda nesta semana.

“Ela está bem, graças a Deus, está comendo e bebendo bem já. Não sente mais nada. Vai fazer uma endoscopia e pegar alta”, declarou a mãe.

A internação ocorreu no dia três de julho, quando a criança foi levada ao hospital após suspeita de ter sido obrigada a ingerir a substância química em residência no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.

A Polícia Civil investiga a denúncia de que a madrasta teria forçado a ingestão. O caso tramita sob segredo de Justiça. A madrasta teve a prisão preventiva decretada e permanece detida. O pai da menina, também alvo de prisão preventiva por tentativa de homicídio qualificado e maus‑tratos, continua foragido.

O Ministério Público do Acre (MP‑AC) instaurou notícia de fato para acompanhar a investigação, solicitando perícias na substância supostamente ingerida e nas lesões da vítima, além de monitorar as medidas protetivas adotadas pelo Conselho Tutelar.

A apuração abrange possíveis crimes de tentativa de homicídio qualificado, tortura e maus‑tratos. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça ressaltou a extrema vulnerabilidade da vítima, a necessidade de garantir a instrução criminal e o risco de reiteração das condutas, especialmente no caso do pai, onde pesaram indícios de fuga.

A defesa da madrasta, apresentada espontaneamente às autoridades, nega as acusações. O advogado Valber Fontinele afirma que a investigada está grávida de quatro meses, tem um filho em fase de amamentação e, segundo ele, também teria ingerido soda cáustica, pedindo que sua condição de vulnerabilidade seja considerada no processo.

Enquanto as investigações prosseguem, a melhora clínica da menina representa um avanço significativo após semanas de internação e mobilização das autoridades responsáveis pela apuração do caso.

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