Preço do feijão dispara e café recua, aponta estudo sobre cesta báscia no Acre

Dos 14 produtos da cesta básica alimentar de Rio Branco, oito ficaram mais caros e seis registraram queda em junho de 2026, na comparação com maio. Os dados são da pesquisa mensal da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), divulgada na última semana.

O feijão liderou as altas, com variação positiva de 5,43%, a maior entre todos os itens pesquisados, ou seja, o mais caro. O produto passou de R$ 37,60 para R$ 39,64 na quantidade de referência. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Cona) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a valorização é sustentada pela redução da área cultivada e por adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safra. Também subiram a banana (3,75%) e a farinha de mandioca (3,34%).

Em sentido oposto, o café teve a maior queda, de 2,97%, ao baixar de R$ 37,92 para R$ 36,80, reflexo do avanço da colheita da safra 2026/2027, que ampliou a oferta. Também recuaram o tomate (-1,72%), a mandioca (-1,64%), o açúcar (-1,57%) e o óleo de soja (-1,44%). No caso do açúcar, a maior produção de cana-de-açúcar na região Centro-Sul elevou a disponibilidade no varejo, enquanto o óleo de soja sofreu pressão de oferta superior e demanda por biocombustíveis abaixo do esperado.

Apesar do movimento misto, o custo total da cesta básica subiu 0,53% e encerrou junho em R$ 612,12. O resultado se alinha ao cenário nacional descrito no Relatório de Inflação do Banco Central, que aponta leve recuo nas commodities agrícolas em meio à ampla oferta mundial de grãos, ainda pressionada por preocupações climáticas e restrições logísticas ligadas ao contexto geopolítico.

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