11 pré‑candidatos foram oficialmente lançados pelos partidos na corrida pela Presidência da República. Nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até a última quinta‑feira (16/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem à frente, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
As convenções partidárias que oficializarão as pré‑candidaturas começam nesta segunda-feira (20) e se estendem até cinco de agosto. O prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 15 de agosto, permitindo que novos nomes apareçam ou que outros desistam até então.
Lula, que busca o quarto mandato, tem 80 anos e será o candidato mais velho da história das eleições presidenciais no Brasil. Ele concorre novamente ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), que assumirá a vice‑presidência. A chapa foi confirmada no fim de março, após reunião ministerial no Palácio do Planalto, quando 14 ministros deixaram seus cargos para se candidatar. A legislação eleitoral exige que ocupantes do Executivo se descompatibilizem até quatro de abril, exceção feita ao presidente e ao vice‑presidente.
Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, entrou na política em 2002 como deputado estadual do Rio de Janeiro e, desde 2018, exerce mandato no Senado. Sua pré‑candidatura ao Palácio do Planalto foi anunciada em dezembro de 2025, após nota assinada por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. O anúncio ocorreu em meio a desentendimentos familiares sobre a liderança da direita bolsonarista. Em abril, pesquisas chegaram a colocá‑lo à frente de Lula, mas índices mais recentes apontam queda após a divulgação de reportagem do The Intercept Brasil sobre supostos pedidos de financiamento a filme sobre Jair Bolsonaro.
Além de Lula e Flávio, a disputa conta com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e o psiquiatra Augusto Cury. Zema, governador de Minas Gerais, lançou sua pré‑candidatura em agosto do ano passado, prometendo “varrer o PT do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”. Caiado foi apresentado como candidato do PSD em coletiva de imprensa em São Paulo, com Gilberto Kassab anunciando a escolha. O ex‑governador de Goiás criticou o PT, defendeu anistia “ampla, geral e irrestrita” e afirmou que seu objetivo é “pacificar o Brasil”. Ele renunciou ao governo de Goiás em 31 de março e, segundo pesquisa da Atlas Intel, tem 2,7% das intenções de voto no primeiro turno.
Caiado já havia anunciado pré‑candidatura em abril de 2025 pelo União Brasil, mas migrou para o PSD após pressões internas e afastamento do bolsonarismo, inclusive repudiando os atos golpistas de oito de janeiro. Seu histórico no agronegócio o coloca como um dos principais representantes do setor. Caso sua candidatura se consolide, será a segunda tentativa de disputar a Presidência, tendo ficado em décimo lugar em 1989.
Zema, eleito governador de Minas Gerais em 2018 pelo Novo, foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos válidos. Em entrevista à BBC News Brasil antes de se lançar, reconheceu afinidade em propostas com Jair Bolsonaro, embora não tenha garantido apoio do ex‑presidente na eleição. Seu discurso tem sido de crítica ao atual governo e de promessa de mudança.
Augusto Cury, psiquiatra e escritor, também integra a lista de pré‑candidatos, ampliando a diversidade de perfis na disputa.
O primeiro turno das eleições gerais está marcado para quatro de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. Até 15 de agosto, novos nomes podem ser registrados no TSE, alterando o quadro atual de 11 pré‑candidatos.
Nas últimas pesquisas, a intenção de voto para Lula no segundo turno gira em torno de 46%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42%. Essas estimativas foram compiladas pelo Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.
Fonte: Terra Brasil
