Sesacre aponta piora do ar em 12 municípios acreanos no início do período seco

A Sesacre divulgou nesta quinta-feira (16) o primeiro Boletim Epidemiológico do Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica (Vigiar), apontando deterioração da qualidade do ar em 12 municípios do Acre ainda no início do período seco.

O levantamento, elaborado com dados do SISAM e do Copernicus, analisou as condições entre 1º de maio e 30 de junho. Embora a média estadual tenha permanecido na faixa de boa, houve dias com PM2,5 acima do limite recomendado pela OMS (15 µg/m³).

O maior número de municípios com níveis elevados ocorreu em 5 de maio, quando as 12 cidades superaram o limite. Plácido de Castro apresentou 21,9 µg/m³, seguido por Capixaba (21,4), Senador Guiomard (21,2) e Rio Branco (20,7).

Também ficaram acima da média Acrelândia, Bujari, Xapuri, Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Porto Acre e Santa Rosa do Purus. Em 13 de maio, 11 municípios voltaram a registrar índices superiores.

Acrelândia liderou com 28,6 µg/m³, seguida por Porto Acre (26,1), Plácido de Castro (25,4) e Rio Branco (21,6). Segundo a Sesacre, a piora está relacionada a queimadas e focos de calor no início do verão amazônico, com a redução das chuvas favorecendo incêndios florestais.

Entre maio e junho, Feijó concentrou o maior número de queimadas, seguido por Cruzeiro do Sul e Tarauacá. A Secretaria alerta que a exposição ao PM2,5 pode provocar ou agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com condições preexistentes.

Como medida, recomenda reforçar o monitoramento da qualidade do ar, emitir alertas, evitar atividades físicas ao ar livre durante fumaça intensa, manter hidratação e procurar atendimento médico em caso de agravamento.

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