Uma análise da Receita Federal, baseada nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), avaliou mais de 130 atividades profissionais e colocou o Acre em destaque nacional ao ocupar o segundo lugar no ranking das maiores rendas médias do funcionalismo público.
No estado, a liderança salarial pertence aos membros do Ministério Público – procuradores e promotores de Justiça – com rendimento médio mensal de R$ 46.471,01. O estudo evidencia que o topo da pirâmide de rendimentos no Brasil é amplamente dominado por carreiras jurídicas de Estado e por titulares de cartórios.
Em primeiro lugar, Sergipe registra a maior média nacional, com a atividade de titular de cartório atingindo R$ 53.573,06. O Acre, com R$ 46.471,01, fica em segundo lugar, superando estados da região Norte e grandes centros do país.
Entre os destaques, o Amapá apresenta média de R$ 45.694,23 para membros do Poder Judiciário e Tribunais de Contas. O Amazonas, R$ 44.605,28 para membros do Ministério Público.
E São Paulo, R$ 40.129,51 para membros do Poder Judiciário e Tribunais de Contas. Para chegar a esses valores, a Receita Federal considerou exclusivamente rendimentos recebidos de pessoas jurídicas declarados pelas instituições de trabalho, somando salários, vencimentos básicos, bônus e gratificações, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e, no setor público, verbas extras e vantagens do funcionalismo.
Os dados não incluem rendas obtidas por meio de investimentos financeiros nem valores recebidos via CNPJ (pejotização) ou trabalho autônomo, o que explica a ausência de altos salários da iniciativa privada, como médicos especialistas, engenheiros e executivos que atuam como prestadores de serviços (PJ).
