A Justiça do Acre manteve a prisão preventiva de Joelma do Nascimento Maciel, acusada de tentar matar a enteada, de 11 anos, ao obrigá-la a ingerir soda cáustica. A decisão foi confirmada durante audiência de custódia realizada na terça-feira (14), no Fórum Criminal de Rio Branco.
Joelma se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde teve cumprido o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Ela é investigada pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos.
O caso ocorreu no dia 3 de julho, em uma residência no bairro Apolônio Sales, na capital acreana. De acordo com as investigações, a principal linha apurada aponta que a madrasta obrigou a menina a ingerir a substância altamente corrosiva.
Após consumir o produto, a criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital da Criança, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento médico.
As investigações também alcançam o pai da vítima, Francisco de Souza Reis, de 31 anos. A pedido do MPAC, a Justiça decretou a prisão preventiva dele pelos mesmos crimes atribuídos à madrasta.
Diferentemente de Joelma, Francisco não se apresentou às autoridades e é considerado foragido.
Ao manter as prisões preventivas, o Poder Judiciário destacou que a medida é necessária para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e considerar a “extrema gravidade concreta” dos fatos.
Em nota, a defesa de Joelma negou qualquer participação da cliente no caso. O advogado afirmou que ela sempre colaborou com as investigações e ressaltou que foi a própria suspeita quem indicou aos policiais o local onde a soda cáustica estava armazenada na residência.
