Inflação desacelera para 0,16% em junho; taxa anual cai a 4,56%, segundo IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (10) que a inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,16% em junho, depois de registrar alta de 0,58% em maio.

Com esse resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 3,36% no ano e 4,56% nos últimos 12 meses, queda em relação aos 4,72% observados até maio.

Em junho de 2025 a variação mensal havia sido de 0,21%. As projeções do mercado apontavam para alta de 0,32% no mês e 4,81% no acumulado de 12 meses.

O IPCA, indicador oficial da inflação, serve de referência para o sistema de metas adotado pelo Banco Central e mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços consumidos por famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas.

A desaceleração foi impulsionada principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, que registrou queda de 0,18% e retirou 0,04 ponto percentual do índice geral, marcando a primeira deflação do segmento após nove meses de alta consecutiva.

A alimentação no domicílio recuou 0,43%, refletindo redução nos preços de ovos de galinha, arroz, frutas e tomate.

Entre os nove grupos pesquisados, habitação apresentou a maior alta, de 0,99%, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o IPCA, influenciada pelo aumento da energia elétrica residencial.

Os grupos saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,07% e transportes avançou 0,27% no período.

A meta contínua de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo que o IPCA varie entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida.

Desde janeiro de 2025 o Banco Central adota o sistema de meta contínua, avaliando o cumprimento com base na inflação acumulada em 12 meses, e não mais apenas no resultado do ano-calendário.

A trajetória da inflação é um dos principais fatores considerados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A manutenção da inflação acima do teto da meta tende a exigir política monetária mais restritiva por mais tempo.

A íntegra do documento divulgado pelo IBGE está disponível em PDF (448 kB).

Fonte: Poder Economia

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