O Instituto Sou da Paz divulgou, nesta quinta-feira (9), o estudo “Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil”, que coloca o Acre entre os estados com melhor desempenho na elucidação de homicídios dolosos. O estado registrou 47% de esclarecimento dos casos ocorridos entre 2020 e 2023, ocupando a 11ª posição no ranking nacional.
Para o levantamento, considera‑se esclarecido o homicídio que gera denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público até o final do ano seguinte ao crime. O indicador mede a capacidade das instituições de investigação e a responsabilização inicial dos autores, sem incluir julgamento ou condenação.
Com 47% de esclarecimento, o Acre supera estados de grande população e alta incidência de homicídios, como São Paulo (40%), Amazonas (41%), Maranhão (41%), Pernambuco (33%), Pará (29%), Ceará (27%), Rio de Janeiro (23%), Bahia (14%) e Rio Grande do Norte (9%), que apresentou o menor percentual entre as unidades analisadas.
O Distrito Federal foi apontado como a principal referência nacional, pois mantém elevados índices de esclarecimento e divulga regularmente seus dados. Embora Goiás tenha liderado o ranking, o relatório destaca que o estado apresentou dados de apenas um dos quatro anos analisados, o que limita a comparação.
O estudo também identificou avanços expressivos em outras unidades da federação. Rondônia elevou sua taxa de esclarecimento de 50% para 92% no período de 2020 a 2023. Mato Grosso passou de 33% para 71% no mesmo intervalo. Paraíba e Sergipe registraram progressos consistentes, refletindo investimentos em investigação criminal.
Segundo os pesquisadores do Instituto Sou da Paz, os estados que investem na estrutura das polícias, fortalecem a integração entre as forças de segurança e adotam maior transparência na divulgação dos dados tendem a alcançar melhores resultados na elucidação de homicídios.
O fortalecimento das instituições responsáveis pelas investigações foi destacado como um dos fatores mais importantes para ampliar a responsabilização dos autores de crimes violentos e elevar a confiança da sociedade no sistema de Justiça.
