Titulares de cartório são os profissionais com maior patrimônio médio, R$ 3,3 milhões, segundo levantamento da Receita Federal baseado nas declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física entregues em 2026, referentes ao exercício anterior.
Na mesma base de comparação, membros do Judiciário – juízes, desembargadores e ministros – e do Ministério Público – promotores e procuradores – aparecem em segundo lugar, com patrimônio médio de R$ 2,9 milhões.
Quando o critério é a renda média, os titulares de cartório também lideram, com média de R$ 2,8 milhões. Membros do Judiciário registram R$ 1,44 milhão e do Ministério Público, R$ 1,26 milhão.
Para assumir a gestão de uma serventia extrajudicial não é necessário herdar ou comprar a vaga. A lei exige aprovação em concurso público de provas e títulos.
Os aprovados recebem do Estado a delegação para operar o cartório de forma privada, devendo ser brasileiros, bacharéis em direito ou possuir, no mínimo, dez anos de experiência na área.
O lucro dos cartórios provém das taxas cobradas dos usuários pelos serviços de registro de imóveis, emissão de certidões, reconhecimento de firma e procurações.
No Judiciário, a combinação de salários elevados, estabilidade, tempo de carreira e benefícios como verbas indenizatórias, gratificações e auxílios – popularmente chamados de “penduricalhos” – favorece o acúmulo de capital.
Diplomatas, atletas, dirigentes de empresas e produtores agropecuários também figuram entre as primeiras posições do ranking de patrimônio.
Fonte: Poder Economia
