Indústria volta a crescer em junho, mas produção e vendas seguem em queda

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira apontou leve expansão em junho, com a leitura subindo para 50,8, acima dos 49,1 registrados em maio e ligeiramente acima da marca de 50 que separa contração de crescimento. Os dados, compilados pela S&P Global, foram divulgados nesta quarta-feira (1).

O avanço do índice deveu‑se sobretudo à criação de vagas de trabalho pelo quinto mês consecutivo e ao aumento dos estoques, enquanto os subcomponentes de produção e novas encomendas permaneceram em território de contração.

Os estoques de itens de pré‑produção cresceram pelo quarto mês consecutivo, no ritmo mais rápido em quase cinco anos, refletindo a chegada de insumos adquiridos anteriormente e o reforço de estoques de segurança pelos participantes da pesquisa.

Os estoques de produtos acabados também registraram alta, encerrando uma sequência de duas quedas, e o índice de prazo de entrega dos fornecedores contribuiu para a elevação do PMI.

Prazo de entrega mais longo costuma indicar demanda forte, mas o aumento observado está ligado a interrupções nas cadeias de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio, segundo Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Embora a contração nas novas encomendas totais e na produção tenha sido mais lenta que em maio, as empresas continuam relatando redução do apetite dos clientes, pressões competitivas e encolhimento do mercado.

As encomendas internacionais caíram de forma acentuada, ainda que em ritmo menos intenso que no mês anterior. Os três grandes segmentos monitorados — bens de consumo, intermediários e de investimento — registraram diminuições na produção, nos novos pedidos e nas vendas ao exterior.

A pressão inflacionária sobre os custos de insumos atingiu o menor nível em três meses, mas as companhias apontaram que a guerra no Oriente Médio elevou os gastos com combustíveis, matérias‑primas e transporte.

Os preços cobrados subiram no ritmo mais lento em três meses, à medida que parte dos custos adicionais foi repassada aos clientes.

A confiança empresarial recuou em junho, atingindo o menor patamar em 14 meses, apesar de o otimismo geral sobre as perspectivas de crescimento permanecer. As preocupações citadas incluem concorrência, comportamento da demanda, incerteza política e volatilidade dos mercados globais.

Fonte: CNN Brasil Economia

Gostou deste artigo?

Facebook
Twitter
Linkedin
WhatsApp

© COPYRIGHT O ACRE AGORA.COM – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. SITE DESENVOLVIDO POR R&D – DESIGN GRÁFICO E WEB