Aluguéis sobem mais rápido que a inflação e pressionam famílias

A busca por imóveis para locação tem se tornado mais complicada para muitos brasileiros, sobretudo em regiões onde a oferta é escassa. Nos primeiros cinco meses de 2026, os contratos de aluguel registraram alta acumulada de 4,40%, superando a inflação medida pelo IPCA (3,20%) e o IGP‑M (3,79%), tradicional índice de reajuste.

Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, apontou que o custo de moradia está avançando em ritmo superior ao crescimento dos preços da economia. “O custo de morar está mais alto do que a inflação. Os aluguéis estão crescendo mais rápido que o dinheiro e isso tem pesado cada vez mais no orçamento das famílias”, afirmou.

Marília Fontes, sócia‑fundadora da Nord Investimentos, relacionou o aumento dos aluguéis ao aquecimento do mercado imobiliário e à menor disponibilidade de unidades em alguns segmentos. Ela ressaltou que a pressão já era percebida no mercado corporativo, onde os índices de vacância dos escritórios estavam próximos das mínimas históricas.

Segundo Fontes, gestores de fundos imobiliários já previam elevações nos aluguéis devido à dificuldade de encontrar novos espaços disponíveis. “Os índices de vacância dos escritórios estavam próximos das mínimas históricas. Os gestores de fundos imobiliários já previam um aumento dos aluguéis justamente pela dificuldade de encontrar novos espaços disponíveis”, explicou.

Bernardo Pascowitch, fundador e CEO da Yubb, destacou que a demanda por residências continua forte mesmo em cenário de juros elevados. Ele apontou que dezenas de empreendimentos residenciais de alto padrão estão sendo lançados em São Paulo, mantendo o interesse dos compradores.

“São dezenas de empreendimentos sendo lançados em São Paulo, muitos deles com valores milionários, e ainda assim a demanda continua bastante aquecida”, disse Pascowitch.

O aumento dos aluguéis representa um desafio para quem busca moradia ou precisa renovar contratos, mas pode gerar oportunidades para investidores do setor. Fundos imobiliários tendem a captar parte desse movimento por meio dos reajustes contratuais e da valorização dos ativos que compõem suas carteiras.

“Além dos reajustes dos contratos, existe também a possibilidade de valorização dos imóveis ao longo do tempo. O investidor consegue participar desse crescimento por meio do próprio patrimônio”, destacou.

A Resenha do Dinheiro, realizado com apoio da B3 e da gestora BlackRock, conta com a participação de Godoy, Fontes e Pascowitch. O programa propõe uma abordagem leve e direta sobre educação financeira e investimentos, sem abrir mão da análise. Ele vai ao ar todas as sextas‑feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

Fonte: CNN Brasil Economia

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