Acre impõe vazio sanitário de 90 dias contra ferrugem asiática da soja

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), decretou a suspensão do cultivo de soja por 90 dias, como medida para conter a ferrugem asiática, considerada a doença mais prejudicial à cultura.

A proibição, formalizada na Portaria nº 266/2026 para a safra 2026/2027, impede a presença de plantas vivas de soja – inclusive as voluntárias, conhecidas como “tigueras” ou “guaxas” – até 20 de setembro. O período de vazio sanitário teve início em 22 de junho.

Além da restrição ao plantio, a normativa define o calendário de semeadura, os procedimentos de cadastramento das propriedades produtoras e as responsabilidades dos produtores rurais e dos responsáveis técnicos no monitoramento da doença.

Conforme o calendário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), todas as plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento devem ser eliminadas por controle mecânico ou químico durante o intervalo.

O Idaf afirma que a ação integra o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causador da ferrugem.

Ao retirar as plantas hospedeiras por 90 dias, a expectativa é reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras, diminuir o risco de novas infecções e a necessidade de aplicação de fungicidas, contribuindo para a manutenção da produtividade das lavouras acreanas.

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