A ciência vai sair dos laboratórios e ganhar um cenário pouco convencional em Rio Branco. Pela primeira vez, o Acre entra na rota de um dos maiores festivais de divulgação científica do mundo, com um evento que aposta em proximidade, linguagem simples e interação direta com o público.
O Pint of Science será realizado no dia 19 de maio, no Restaurante Flutuante Malveira, às margens do Rio Acre. A proposta é clara: levar pesquisadores para fora do ambiente acadêmico e aproximar o conhecimento científico do cotidiano das pessoas.
As inscrições são gratuitas e já estão abertas, com vagas limitadas. O evento faz parte de uma programação global que ocorre simultaneamente em 27 países e milhares de cidades. No Brasil, a iniciativa alcança todos os estados e o Distrito Federal, somando cerca de 169 municípios.
A realização local é coordenada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, além de instituições acadêmicas e representantes do setor produtivo.
A dinâmica do encontro combina palestras curtas com momentos de interação, em um formato pensado para tornar temas complexos mais acessíveis. A ideia é criar um ambiente em que pesquisadores, empreendedores e a população possam dialogar de forma direta.
O secretário da Seict, Márcio Agiolfi, avalia que a iniciativa insere o Acre em uma agenda internacional voltada à valorização da ciência como motor de desenvolvimento. Segundo ele, o evento abre espaço para conexões que podem gerar novas oportunidades e ampliar o entendimento sobre o impacto da ciência no dia a dia.
Na mesma linha, a diretora de Ciência e Tecnologia da pasta, Priscila Messias, destaca o caráter acessível do festival, que busca traduzir conteúdos técnicos em linguagem simples, fora dos formatos tradicionais de universidades e laboratórios.
Já a presidente do Conselho de Jovens Empresários do Acre (Conjove), Karenna Lima, aponta o potencial do evento para aproximar ciência e mercado, criando conexões que estimulam inovação e ampliam redes de contato.
Mais do que uma agenda pontual, a chegada do festival ao Acre marca uma tentativa de reduzir a distância entre produção científica e sociedade — transformando conhecimento em algo mais próximo, compreensível e, sobretudo, útil.
Fonte/foto: Agência de Nitícias do Acre
