Os Estados Unidos concordaram em permitir que o governo da Venezuela financie os advogados de defesa de Nicolás Maduro, pondo fim a um impasse legal.
Em carta enviada na noite de sexta-feira (24), procuradores federais informaram ao juiz responsável pelo caso que o Departamento do Tesouro americano concordou em alterar uma licença para permitir pagamentos aos advogados de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que também enfrenta acusações criminais.
Maduro e sua esposa se declararam inocentes.
“As licenças alteradas autorizam os advogados de defesa a receber pagamentos do Governo da Venezuela sob certas condições”, disseram os promotores ao juiz, de modo que os pagamentos sejam feitos com dinheiro “disponível para o Governo da Venezuela após 5 de março de 2026”.
Os advogados do casal pediram ao juiz que rejeitasse a acusação, alegando que o governo dos EUA estava dificultando sua capacidade de se defenderem das acusações criminais relacionadas a um esquema de conspiração narcoterrorista.
Durante uma audiéncia no més passado, os promotores acusaram Maduro e Flores de “saquear as riquezas da Venezuela” e disseram que o governo deveria ter a capacidade de “usar sanções para influenciar a política externa”.
“Esse é o propósito das sanções e uma razão justificável para limitar o acesso aos fundos”, disse o procurador. “Como Vossa Exceléncia sabe, esse propósito é anterior ao processo criminal em questão”, completou.
O juiz Alvin Hellerstein mostrou-se cético em relação à posição do governo, afirmando que Maduro e sua esposa estavam sob custódia federal e que não acreditava que representassem qualquer ameaça.
Os promotores disseram que os advogados do casal desistiram da ação judicial.
Em março, o governo Trump reconheceu Delcy Rodríguez como líder da Venezuela.
