Após a paralisação do transporte coletivo em Rio Branco, a prefeitura fez um repasse emergencial à empresa responsável pelo serviço pra evitar novos atrasos e garantir o pagamento dos trabalhadores. A interrupção ocorreu na quarta-feira (22) por causa de salários pendentes.
Segundo o prefeito Alysson Bestene, o valor foi calculado com base na folha salarial e em ajustes após análise dos repasses anteriores. Ele afirmou que o município já realiza transferências diárias e que houve compensação adicional por conta da alta no preço do diesel.
De acordo com o gestor, a medida teve caráter imediato pra quitar os salários e retomar a operação. A prefeitura também iniciou novos procedimentos pra evitar que o problema se repita.
A administração municipal decretou situação de emergência no transporte público, o que permite a elaboração de um edital emergencial para contratação de outra empresa, caso seja necessário. O prefeito destacou que uma licitação completa exige mais tempo por envolver questões técnicas e jurídicas.
Para estruturar esse processo, foi criado um grupo técnico responsável por montar as novas planilhas do sistema, considerando fatores como idade da frota, número de passageiros por quilômetro e custos operacionais. A proposta é manter a tarifa em R$ 3,50 e garantir equilíbrio financeiro ao modelo.
Sobre a atual operadora, Ricco Transportes, o prefeito afirmou que não haverá privilégio e que a prioridade será a qualidade do serviço prestado à população.
A expectativa da prefeitura é normalizar o transporte coletivo entre 30 e 60 dias, com possibilidade de entrada de uma nova empresa caso a atual não atenda às exigências.
