A morte de Mayko Oliveira França, de 31 anos, provocou forte comoção em Tarauacá e gerou protestos de familiares e amigos, que cobram esclarecimentos sobre o atendimento recebido pelo jovem antes de morrer.
No início desta semana, parentes e moradores se reuniram em frente à Praça da Juventude, ao fórum e à delegacia do município para pedir justiça e a responsabilização dos envolvidos.
Segundo a mãe e a esposa de Mayko, ele deixou três filhos pequenos e não tinha problemas de saúde. Para a família, a morte pode ter sido causada por falhas no atendimento recebido em uma farmácia da cidade.
As informações encaminhadas ao Ministério Público apontam que Mayko procurou o estabelecimento no dia 18 de março após sentir tonturas. No local, ele teria sido orientado a receber uma medicação injetável, aplicada por uma atendente.
Após a aplicação, o quadro clínico piorou rapidamente. Nos dias seguintes, ele passou a sentir dores intensas e apresentar outras complicações. Mesmo retornando ao local, a família afirma que não houve melhora.
Já no dia 20 de março, em estado grave, Mayko foi levado ao Hospital Dr. Sansão Gomes. Conforme os relatos, profissionais da unidade identificaram possíveis irregularidades no atendimento inicial, o que levantou dúvidas sobre a forma de aplicação da medicação e a dosagem utilizada.
O paciente apresentou comprometimento renal e outras complicações clínicas graves. Depois de ser estabilizado, foi transferido para Cruzeiro do Sul, mas morreu no mesmo dia.
O Ministério Público do Acre abriu investigação para apurar as circunstâncias do caso.
