Sem Jair Bolsonaro no Planalto, o PT agora assiste ao combustível disparar no Acre sob o governo Lula — exatamente o tipo de cenário que, em 2022, usava para atacar o ex-presidente.
Naquele ano, o presidente do PT no Acre, Cesário Campelo Braga, gravou vídeo em Marechal Thaumaturgo mostrando a gasolina a R$ 9,55 e afirmando que era preciso tirar Bolsonaro para o país voltar a ter combustível a “preço justo”. Segundo ele, no governo do ex-presidente, quem lucrava com a alta eram os acionistas da Petrobras.
Agora, com Lula no comando do país, o Acre volta a conviver com preços próximos dos R$ 10. Em Cruzeiro do Sul, o diesel S-10 já é vendido entre R$ 9,25 e R$ 9,27, segundo levantamento recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), repercutido pela Folha de S.Paulo.
O contraste expõe a mudança de discurso. Antes, o PT apontava Bolsonaro como responsável direto pela escalada dos combustíveis. Hoje, diante de um novo avanço nos preços, já não pode recorrer ao mesmo argumento, porque está no comando do governo federal.
Cruzeiro do Sul aparece entre os municípios com diesel mais caro do país. A diferença em relação à média nacional, na casa de R$ 7,57 por litro, escancara o peso extra pago pelo consumidor acreano, especialmente no Vale do Juruá, onde os custos de transporte agravam ainda mais o preço final.
A disparada afeta diretamente o custo de vida da população, com reflexos no frete, no comércio, na produção e no preço de produtos e serviços. No fim, a conta continua sendo empurrada para o consumidor — independentemente de quem esteja no Palácio do Planalto.
