A ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes voltou ao centro das investigações federais após o Ministério Público Federal denunciar dois homens por uma série de crimes ambientais e fundiários no interior do Acre.
Segundo a acusação, os investigados estariam envolvidos na invasão de terras da União, desmatamento, uso de fogo e criação ilegal de gado dentro da área protegida, além de fornecer informações falsas em registros ambientais. As irregularidades foram identificadas durante a Operação Mezenga, conduzida pela Polícia Federal, que apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado na região.
O MPF também pediu à Justiça a retirada dos ocupantes e a suspensão de atividades consideradas incompatíveis com a proposta da reserva, voltada ao uso sustentável por comunidades tradicionais.
Parte dos investigados firmou acordo com as autoridades, assumindo compromissos para reparar danos ambientais e regularizar as áreas afetadas.
A reserva se estende por municípios como Xapuri, Brasiléia e Sena Madureira, sendo considerada uma das principais áreas de preservação ambiental do estado.
