A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, solicitou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido da Polícia Federal para ampliar o prazo de um inquérito que investiga o deputado federal acreano Eduardo Velloso.
A investigação apura suspeitas de irregularidades na contratação da empresa Moon Club RB pela prefeitura de Sena Madureira, no interior do Acre. De acordo com a apuração, o contrato teria sido firmado com recursos de emenda parlamentar atribuída ao deputado.
O inquérito foi aberto no STF em novembro de 2024 para investigar possíveis crimes contra a administração pública. Como o parlamentar possui foro por prerrogativa de função, o caso tramita diretamente na Corte.
Durante o andamento da investigação, a Polícia Federal solicitou medidas como buscas e apreensões, bloqueio de bens e quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático. Parte das solicitações foi autorizada após manifestação favorável da PGR.
Mandados foram cumpridos no dia 29 de janeiro de 2026 nas cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Brasília e Barra do Garças (MT), quando agentes recolheram documentos e equipamentos para análise.
Segundo a PF, o material apreendido ainda está sendo examinado, etapa considerada necessária para a conclusão do relatório final do inquérito. Por isso, a corporação pediu mais tempo para dar continuidade às diligências.
Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República emitir parecer sobre o pedido antes de nova decisão da relatora no STF.
