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A ponte que liga Epitaciolândia à Cobija amanheceu com a passagem de veículos interrompida por causa de uma manifestação organizada por servidores públicos e sindicatos do departamento de Pando.
O bloqueio ocorre como forma de pressão ao governo boliviano. Os trabalhadores afirmam que há funcionários públicos na região que não recebem salário há mais de três meses e cobram uma solução imediata para a situação.
Com a interdição, carros e motocicletas não conseguem atravessar a ponte internacional. A circulação está liberada apenas para pedestres, o que tem obrigado moradores da região de fronteira a fazer a travessia caminhando.
A mobilização também impacta quem depende do deslocamento diário entre Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija. Estudantes brasileiros que cursam medicina na cidade boliviana, por exemplo, passaram a atravessar a fronteira a pé para evitar que seus veículos fiquem retidos do outro lado.
Representantes do movimento aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia para iniciar uma rodada de negociações. Os organizadores afirmam que o bloqueio pode continuar caso não haja avanço nas conversas.
