Sem mudança no comando do transporte coletivo de Rio Branco, a prefeitura optou por estender por mais seis meses a permanência da Ricco Transportes e Turismo à frente do sistema. A empresa continua como única operadora das linhas urbanas enquanto o município mantém o modelo emergencial adotado nos últimos anos.
A decisão veio após o encerramento do contrato anterior e foi precedida por tensão dentro da gestão municipal, que resultou na saída do então superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas. A indefinição sobre a continuidade da operação havia provocado debates internos sobre os rumos do serviço.
O funcionamento do sistema depende de aporte financeiro da prefeitura. Em 2025, o Legislativo municipal autorizou aumento no subsídio, elevando em 38% o valor destinado ao transporte coletivo. A medida representou impacto estimado de R$ 7,4 milhões no segundo semestre daquele ano.
Para 2026 e 2027, a previsão orçamentária reservada ao setor é de R$ 12,4 milhões por exercício, montante que deverá constar na Lei Orçamentária Anual. Com o subsídio, o valor repassado à empresa por passageiro transportado passou a oscilar entre R$ 2,63 e R$ 3,63.
A Ricco está à frente do serviço desde fevereiro de 2022, quando assumiu 31 das 42 linhas deixadas pela antiga operadora. Desde então, a atuação ocorre por meio de contratos emergenciais renovados semestralmente, enquanto o município ainda não concluiu um processo definitivo para concessão do sistema.
