A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AC) tornou público um posicionamento institucional em defesa da mulher que denunciou ter sido vítima de estupro coletivo supostamente cometido por jogadores do Vasco da Gama do Acre, em Rio Branco.
No documento, a entidade afirma prestar solidariedade à vítima e cobra investigação rigorosa, com responsabilização conforme a legislação. Para a seccional, a violência sexual configura grave violação de direitos humanos e não pode ser relativizada sob qualquer justificativa, inclusive no contexto esportivo.
A nota é assinada pela presidente em exercício da OAB acreana, Thaís Moura, além de representantes da Caixa de Assistência e das comissões voltadas à defesa dos direitos das mulheres. A instituição também reforçou a campanha “Elas Jogam Junto”, iniciativa que busca ampliar o debate sobre enfrentamento à violência contra a mulher no ambiente esportivo.
Segundo a OAB/AC, estudos indicam aumento nos registros de agressões em dias de partidas de futebol, o que evidencia a necessidade de medidas preventivas e atuação firme das instituições.
Investigação
A denúncia envolve quatro atletas do clube. De acordo com informações divulgadas pelo portal ac24horas, a mulher relatou ter ido ao encontro de um dos jogadores, mas afirmou que, ao chegar ao alojamento oficial da equipe, foi levada para um quarto onde outros atletas estariam presentes. No local, segundo o depoimento, teria ocorrido a violência.
Foram citados como suspeitos Matheus Silva, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Iliziario e um quarto jogador ainda não identificado oficialmente.
Erick Luiz Serpa Santos Oliveira foi preso em flagrante, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Até o momento, não há confirmação sobre eventuais mandados de prisão contra os demais investigados.
A OAB/AC informou que seguirá acompanhando o caso e poderá adotar medidas institucionais conforme o andamento das investigações.
