Acre pode ultrapassar mil novos casos de câncer em 2026

O número de novos casos de câncer no Acre deve chegar a 1.170 ao longo de 2026, conforme projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). A estimativa integra um levantamento nacional que analisa a incidência da doença no país nos próximos anos e serve de base para o planejamento das políticas públicas de saúde.

O levantamento considera todos os tipos de tumores, incluindo o câncer de pele não melanoma, que apresenta elevada frequência, embora com baixo índice de mortalidade. No estado, a taxa geral estimada é de 118,98 casos a cada 100 mil habitantes. Quando observada apenas a incidência do câncer de pele não melanoma, a taxa é de 12,23 por 100 mil.

De acordo com o Inca, os dados permitem antecipar demandas e orientar ações voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e ampliação da capacidade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde. Para o Ministério da Saúde, a projeção funciona como um instrumento estratégico para organizar a rede assistencial e dimensionar recursos humanos e estruturais necessários ao enfrentamento da doença.

Entre os tipos mais comuns previstos no Acre, o câncer de pele não melanoma lidera as estimativas, com cerca de 200 novos registros. Na sequência aparecem os casos classificados em outras localizações, que somam aproximadamente 120 ocorrências. Tumores como os de linfoma, pâncreas, esôfago, sistema nervoso central e bexiga surgem com números menores, variando entre 20 e 30 casos ao ano.

A distribuição por sexo aponta maior número de diagnósticos entre mulheres, com cerca de 640 casos, enquanto os homens devem concentrar aproximadamente 530 registros. Entre o público masculino, destacam-se os cânceres de próstata, estômago, fígado, esôfago, cavidade oral e leucemias. Já entre as mulheres, os diagnósticos mais frequentes envolvem mama, colo do útero, tireoide e pele não melanoma.

No caso do câncer de pulmão, as projeções indicam um cenário semelhante ao observado em outras regiões do país, com maior número de casos entre mulheres do que entre homens no estado.

Em nível nacional, a estimativa aponta que o Brasil poderá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o número anual deve ficar em torno de 518 mil. O Inca alerta que a doença segue em trajetória de crescimento e já figura entre as principais causas de adoecimento e morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares.

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