O Acre encerrou 2025 com o pior desempenho do país na cobertura da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), de acordo com dados do Ministério da Saúde. O cenário preocupa autoridades sanitárias e reforça o desafio de ampliar a adesão à imunização entre crianças e adolescentes no estado.
Os índices mais baixos foram registrados entre meninos e meninas de 9 anos, faixa etária considerada estratégica para a prevenção de doenças associadas ao HPV. Apenas 41,2% dos meninos e 47,3% das meninas dessa idade receberam a vacina, percentuais bem abaixo da média nacional, que foi de 58,8% para o público masculino e 68,4% para o feminino.
Outro grupo com adesão reduzida foi o de adolescentes de 14 anos. Entre os meninos, a cobertura chegou a 42,3%, enquanto entre as meninas ficou em 52,5%. Em comparação, o restante do país apresentou taxas significativamente mais altas, próximas de 80% para meninos e acima de 99% para meninas dessa faixa etária.
O melhor desempenho no estado foi observado entre crianças de 11 anos, com cobertura de 55,5% entre meninos e 65% entre meninas, ainda assim distante dos índices considerados ideais pelo Programa Nacional de Imunizações.
Apesar dos números baixos, os dados indicam avanço em relação a 2024, quando a adesão era ainda menor. Naquele ano, o pior resultado foi entre meninos de 14 anos, com pouco mais de 32%, enquanto as meninas de 9 anos registraram cerca de 43%.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre informou que tem intensificado ações para combater a desinformação e fortalecer a confiança da população na vacina contra o HPV. Como parte dessa estratégia, o Ministério da Saúde prorrogou a oferta da imunização até o primeiro semestre deste ano, ampliando o prazo para que crianças e adolescentes completem o esquema vacinal.
Na capital, Rio Branco, a vacina segue disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde. Segundo o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o foco é ampliar o acesso e reforçar o caráter preventivo da imunização.
