Reajuste do salário mínimo pesa menos nos cofres do Acre

O reajuste do salário mínimo em 2026 deve provocar efeitos financeiros mais modestos nos cofres das prefeituras acreanas quando comparado à maioria dos estados brasileiros. Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que o Acre está entre as unidades da federação menos pressionadas pelo aumento do piso nacional.

De acordo com o estudo, pouco mais de 4,5 mil servidores municipais no estado recebem remuneração de até um salário mínimo e meio, faixa diretamente alcançada pelo reajuste. Esse contingente representa uma parcela muito pequena do funcionalismo municipal acreano, o que contribui para reduzir o impacto orçamentário.

A CNM estima que o custo anual do reajuste no Acre fique em torno de R$ 9,2 milhões. No cálculo, entram não apenas os vencimentos reajustados, mas também encargos obrigatórios, como contribuições patronais, décimo terceiro salário e adicional de férias, com base em informações oficiais do mercado de trabalho.

Em âmbito nacional, o cenário é mais pesado. O mesmo levantamento projeta que o aumento do salário mínimo gere uma despesa adicional de mais de R$ 4 bilhões para os municípios brasileiros ao longo de 2026. O novo valor do piso, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, representa um reajuste de 6,79% e começa a refletir de forma mais direta nas folhas de pagamento a partir de fevereiro.

O Acre aparece ao lado de estados como Amapá e Roraima entre aqueles com menor concentração de servidores municipais nessa faixa salarial. Juntos, eles respondem por cerca de 1% do total nacional de trabalhadores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo. Em contrapartida, estados como Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram grande número de servidores próximos ao piso, o que amplia significativamente a pressão sobre as finanças locais.

Segundo a confederação, a revisão das projeções orçamentárias e das leis que orientam o planejamento fiscal é fundamental para garantir equilíbrio nas contas públicas ao longo do próximo ano.

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