Forças de segurança atingem cúpula do Comando Vermelho em megaoperação no Acre

Uma ofensiva conjunta da Polícia Civil do Acre e do Ministério Público Estadual resultou em prisões, apreensões e no enfraquecimento das principais lideranças do Comando Vermelho que atuam no estado. A ação foi detalhada em entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira (13) pelas instituições responsáveis pela investigação.

A operação mobilizou um grande efetivo e cumpriu dezenas de ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, em áreas consideradas estratégicas pelas forças de segurança. As diligências foram coordenadas por delegacias especializadas no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas, com apoio direto do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado.

Segundo a Polícia Civil, o trabalho teve como foco desarticular a estrutura hierárquica da facção, atingindo principalmente os núcleos responsáveis pela tomada de decisões e pelo controle financeiro do grupo. A investigação, que se estendeu por cerca de dois anos, reuniu provas robustas, incluindo movimentações financeiras e conteúdos digitais, que embasaram as decisões judiciais.

Durante a ação, foram cumpridos mandados não apenas no Acre, mas também em outros estados do país, como Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, demonstrando a atuação interestadual da organização criminosa.

As apurações apontam que o grupo estava envolvido em crimes como tráfico de drogas, extorsões contra comerciantes, cobrança de supostas taxas ilegais, além de participação em homicídios registrados em anos anteriores, especialmente na região central de Rio Branco. Parte desse material investigativo deverá dar origem a novos inquéritos.

Até o momento, pelo menos 15 pessoas foram presas. Também houve apreensão de veículos, dinheiro em espécie e uma arma de fogo. As diligências continuam, e o número de detidos pode aumentar com o avanço das ações.

Ao final da apresentação dos resultados, as autoridades destacaram a integração entre Polícia Civil e Ministério Público e afirmaram que o combate às facções criminosas seguirá de forma contínua. Os presos estão sendo apresentados à Justiça e permanecem à disposição do Judiciário.

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