O empresário e pecuarista Edilberto Afonso de Moraes, conhecido como Betão, morreu aos 73 anos após enfrentar complicações provocadas pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A confirmação do falecimento foi feita por familiares na noite deste domingo, quando ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Juliana, em Rio Branco.
Diagnosticado com a doença neurodegenerativa, Betão convivia com um quadro clínico progressivo que compromete funções motoras essenciais, como a fala, os movimentos e a respiração. Nos últimos dias, o estado de saúde se agravou. Após apresentar um mal-estar no sábado, ele foi levado inicialmente ao Pronto-Socorro da capital. Com uma breve estabilização, acabou transferido para o Hospital Santa Juliana, onde recebia acompanhamento especializado, mas não resistiu à piora registrada ao longo do domingo.
Reservado e avesso aos holofotes, Betão construiu uma trajetória sólida no setor agropecuário acreano. Ao longo de décadas, participou ativamente do desenvolvimento da atividade rural, investindo na produção e contribuindo para a geração de empregos no estado.
Betão era casado, pai e avô. A Fazenda Piracema, onde iniciou sua caminhada no campo, tornou-se símbolo de sua história e do vínculo permanente com a terra, marca que acompanhou toda a sua vida pessoal e profissional.
