Uma investigação da Polícia Federal revelou o uso de voos comerciais regulares como rota para o tráfico interestadual de drogas com origem no Acre. O esquema levou à deflagração, nesta terça-feira (16), da Operação Queda Livre, voltada a desarticular uma organização criminosa que utilizava o transporte aéreo para enviar entorpecentes a outros estados do país.
Ao todo, seis mandados judiciais foram cumpridos de forma simultânea nas cidades de Rio Branco, no Acre, e João Pessoa, na Paraíba. A ação incluiu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, todos expedidos pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça do Acre.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado tem ligação com uma facção criminosa atuante no estado e contava com o apoio de um funcionário de empresa terceirizada que presta serviços no Aeroporto Internacional Plácido de Castro. Com essa ajuda interna, os entorpecentes eram embarcados em voos comerciais regulares com destino a diferentes unidades da Federação.
Durante as investigações, a PF apreendeu duas remessas de cocaína que somaram cerca de nove quilos da droga, retirados de circulação. O material apreendido representou prejuízo financeiro à organização criminosa e reforçou as provas do esquema.
As apurações também identificaram um núcleo responsável pela emissão de CNHs digitais falsas. Os documentos eram usados por traficantes para a compra de passagens aéreas e o embarque com identidades falsas, numa tentativa de driblar os mecanismos de controle e identificação nos aeroportos.
De acordo com a Polícia Federal, o comando da organização era exercido de dentro do sistema prisional. O líder do grupo utilizava celulares obtidos de forma clandestina para coordenar a logística e orientar as ações dos demais integrantes em liberdade.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do esquema criminoso. Os suspeitos poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, falsificação e uso de documentos falsos.
