PM evita ataque armado e desmantela base do B13

A movimentação suspeita em uma rua do Belo Jardim II terminou em uma operação que desarticulou um ataque armado que seria executado por integrantes de uma facção criminosa em Rio Branco. A ação ocorreu na noite desse domingo (23), quando equipes da Força Tática do 2º Batalhão e da Rotam receberam o relato de um morador que, nervoso, contou ter visto homens armados próximos a uma residência já conhecida pela polícia.

Segundo o denunciante, o imóvel, associado ao grupo Bonde dos 13, servia de ponto de encontro para criminosos que planejavam retaliar a morte de um comparsa atingindo rivais no Rosa Linda. Com a informação, os policiais montaram um cerco ao endereço indicado. Pelas frestas do portão, foi possível ver armas nas mãos de alguns ocupantes. A tentativa de fuga pelos fundos não avançou porque outra equipe já estava posicionada no local, obrigando o grupo a recuar.

A entrada dos militares ocorreu depois que duas mulheres abriram o portão. Dentro da casa, os suspeitos se renderam rapidamente e apontaram onde o armamento estava escondido: dentro da caixa acoplada do banheiro. O ambiente, que funcionava como base da facção, também contava com câmeras instaladas para monitorar a aproximação de viaturas.

No interior do imóvel, foram encontradas escopetas calibre .28, duas pistolas calibre 9 mm — uma delas municiada com 12 cartuchos e outra com um carregador de 17 munições —, além de carregadores extras, cartuchos de diferentes calibres, um colete balístico, drogas, balança de precisão e material para embalagem. A residência estava equipada para abrigar tanto armas quanto a preparação de entorpecentes.

Seis pessoas foram presas: Jocicleudo Mateus Leal (Bebezão), Antônio Carlos Silva de Souza (Tonhão), Wemerson dos Santos Monteiro (Salsicha), Adriel Guimarães de Souza (Anjo Gabriel), Ana Cristine Marinho Silva e Heloísa Macedo da Silva. Todos afirmaram fazer parte do Bonde dos 13 e disseram que estavam no local para “segurar o bairro” diante de suposto avanço de facção rival. Os proprietários da casa não foram encontrados; segundo os detidos, haviam deixado o bairro após sofrerem ataques.

Todos os envolvidos têm passagens por crimes como roubo, tráfico, tentativa de homicídio e cárcere privado. Depois da prisão, o grupo foi levado à Delegacia de Flagrantes, onde o caso segue em investigação.

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