A Associação Moriá, organização com sede em Brasília, está no centro das investigações da Polícia Federal que apuram o possível desvio de recursos públicos destinados a projetos de e-sports e jogos digitais. A entidade recebeu R$ 3,1 milhões por meio de emendas da ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), valor que teria como destino a criação de jogos educacionais para jovens no Acre.
A verba foi anunciada em 2024 durante o lançamento do projeto Jogos Estudantis Digitais do Acre (JEDIS), apresentado por Perpétua em uma coletiva de imprensa. A iniciativa prometia oferecer atividades no contraturno escolar com foco em games como Free Fire, Valorant, League of Legends e e-Football, além de capacitação em áreas como desenvolvimento de jogos, web design e marketing digital.
A investigação faz parte da Operação Korban, que apura o uso irregular de cerca de R$ 15 milhões repassados por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte. A ação envolve 20 ONGs e é conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União, sob determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
No total, a Moriá já recebeu mais de R$ 20 milhões em recursos de parlamentares desde 2020. A operação desta terça-feira busca entender como esse dinheiro foi aplicado e se houve desvio ou má gestão nos projetos financiados.